EFEMÉRIDES

(...) o passado nos espia (...) e nos condena. 
Habitaremos um mundo que implode sua história. (...)
LUIZ CORONEL
22 julho 1999

- O Palácio Monroe foi construído pelo engenheiro militar, Marechal Francisco Marcelino de Souza Aguiar, para representar o Brasil na exposição Internacional de Saint-Louis, EUA, 1904. 
- Foi o 1º Prêmio de arquitetura naquela exposição.
- Por ocasião da inauguração, o então Coronel Souza Aguiar recebeu ali o Presidente americano Theodore Roosevelt.
- Em 1906, o Palácio foi trasladado para o Brasil e reconstruído no Rio de Janeiro. A sua armação de aço permitia que fosse desmontado.
- Nesse ano foi ali realizada a 3ª Conferência Pan-Americana. Nesta Conferência, por sugestão de Joaquim Nabuco, o Barão do Rio Branco propôs, sob aplausos, que ao Palácio de Saint-Louis, como era conhecido, fosse dado o nome de Palácio Monroe, em homenagem ao Presidente americano criador do Pan-Americanismo.
- Daí por diante, foi sede de vários congressos, comissões, exposições...
- No ano de 1914, instalou-se no Palácio Monroe, a Câmara de Deputados.
- Em 1920, ali foi recebido e homenageado o Rei da Bélgica Alberto I.
- Em 1925, instala-se no Monroe o Senado Federal , que permanece por 35 anos, transferindo-se para Brasília em 1960.
- A partir daí passa a ser a sede do Estado Maior das Forças Armadas, até 1974.
- Situado em área privilegiada atrai a atenção dos especuladores da época.
- 1976, início do desmonte. A firma que arrematou a demolição por Cr$ 191.000,00, com direito a venda de todos os materiais, somente com a venda do ferro e cobre existente no Monroe, vai faturar Cr$ 9.000.000,00.

EPÍLOGO
Desta forma tudo se esvaiu na mão dos especuladores.
Vitrais valiosos e históricos, quadros de artistas famosos, parquês em jacarandá, peróba e imbuía, formando belos mosaicos, estátuas de mármore de Carrara e bronze, lustres palacianos, móveis de fina marcenaria em jacarandá, tudo de valor histórico inestimável e pertencentes à memória da nação brasileira. 
Outras obras do mesmo arquiteto permanecem, entre elas a Biblioteca Nacional que atesta a genialidade de seu construtor.

ANTÔNIO JOSÉ DE SOUZA AGUIAR
Rio de Janeiro, outubro de 1999.

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