Praça Monroe...



Era uma vez um palácio...
reconstruído na praça Monroe,
que fica dentro da Praça Mahatma Gandhi,

que foi demolido em 1976. 
Seu nome era Monroe.
Depois da demolição, a praça também passou a chamar-se Monroe.


A Praça Monroe fica ao lado do Passeio Público da cidade, 
em frente ao Serrador e Odeon.
O Passeio foi  projetado e construído pelo Mestre Valentim 
em 1783 e remodelado em 1862 por Glaziou. 
Suas árvores são bi-centenárias.

Alguns dizem que o palácio foi demolido, por causa da construção do Metrô. Mas o Metrô foi desviado para não machucar o Palácio. 
Então, como é isso? Mesmo assim o Monroe foi
demolido...
 


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Ele foi construído em 1904 nos Estados Unidos e reconstruído no Brasil, em 1906, ao lado do Obelisco, o marco inaugural na ponta da Av. Rio Branco – antiga Av. Central - também construído no mesmo ano. Mas o Obelisco ainda está lá. Seu nome foi dado em homenagem ao 5º Presidente eleito dos Estados Unidos, James Monroe, no início do século XIX.
 
O Palácio foi projetado e construído pelo Marechal e engenheiro-arquiteto militar Francisco Marcelino de Souza Aguiar para a Exposição de Saint Louis nos Estados Unidos em 1904, onde ganhou o grande Prêmio Mundial de Arquitetura, recebendo Medalha de Ouro. 
Ao contrário do que muitos pensam e outros escrevem, nos poucos parágrafos escritos e impressos sobre o Monroe, o Palácio não foi uma réplica construída no Rio. O Palácio do Rio, era o próprio Palácio do Pavilhão do Brasil na Exposição dos Estados Unidos, reconstruído aqui em 1906 e demolido em 1976. O Senado funcionou ali por décadas...desde 1925 até desaparecer com todas as obras de arte que haviam lá dentro. Tudo foi leiloado. Seu estilo era eclético. Coisa do início do século. A estrutura, era metálica. Tinha 18 metros de altura e 4 pétreos com 27 toneladas...

Outros prédios majestosos ainda estão lá....da Biblioteca Nacional (construído de 1905 a 1910 também pelo Marechal Souza Aguiar), do Museu Nacional de Belas Artes (1908), do Teatro Municipal (1905-1909), do Palácio Pedro Ernesto (1922-1923)...Odeon,Serrador, Pathé...tudo está lá.


O Chafariz...

É monumental. 
O Chafariz da Praça Monroe é considerado uma das peças mais importantes do mundo. É de ferro fundido e de origem francesa feito pelo escultor Mathurin Moreau nas fundições do VAL D'OSNE na segunda metade do século XIX, aproximadamente 1860 e adquirido por Dom Pedro II em 1878 em Viena. Tem 10 metros de altura. É o mais alto da cidade do Rio de Janeiro. É dividido em 3 partes, ou seja, 1 base de ferro e 2 bacias. A bacia mais baixa é subdividida em 4, sustentando cada parte 1 estátua (2 cariátides e 2 atlantes). Acima desta, há 1 outra menor, sustentado por 4 meninos que representam os 4 continentes explorados na época de sua confecção, há mais de 200 anos atrás. A base é feita de granito nacional e os 2 conjuntos de anjos de mármore da base, não fazem parte do projeto original. (Sayão, p.120).

O chafariz esteve em vários lugares da Cidade do Rio. Primeiro foi para a Praça XV de Novembro (Largo do Carmo). Depois foi transferido para a Praça XI de Julho. A próxima parada foi na Praça da Bandeira. E por fim, Praça Mahatma Gandhi no espaço hoje denominado Praça Monroe.

Mas o chafariz está seco...sem água...E pra quê serve um chafariz sem água?

Quantos não sabem nada da praça cheia de história....

Agora o chafariz está seco...deserto,abandonado.

Monumental, porém enferrujado.
Sem água, pra quê serve um chafariz?
Para quê serve um chafariz?

Nádia Raupp Meucci
Rio de Janeiro, julho de 2000.

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''Ao lado do Passeio Público encontra-se a Praça Monroe, onde está instalado o maior chafariz do Rio de Janeiro, com dez metros de altura, no estilo Napoleão III, comprado em 1878, em Viena, durante o governos de D. Pedro II. Instalado incialmente na Praça Quinze de Novembro, o conjunto foi transferido em 1092 para a Praça da Bandeira, até ser reinaugurado em 1979, na Praça Monroe, onde permanece até hoje. No desenho original do catálogo das Fonderies du Val d'Osne, parece o nome original de Mathurin Moreau, o que elimina qualquer dúvida sobre sua autoria, da qual participou também o arquiteto Liénard. Durante muito tempo esta obra foi atribuída a Louis Sauvageau. O chafariz, por seu valor histórico a artístico, foi tomabado pelo Município em 1988 e, em nível federal, em 1990. Ao contemplar este chafariz, com as taças transbordando água e jatos que dançam em ritmo do vento, molhando as cariátides, os atlantes os alegres zéfiros, as carrancas dos tritões e as crianças que representam os continentes, cria-se uma sensação de libertação do real, de viagem e outra dimensão. É a magia da água sem a qual o chafariz perde seu encanto.''
(ROBERT-DEHAULT, Élisabeth, JUNQUEIRA, Eulalia e BULHÕES, Antonio. Fontes d'art : chafarizes e estátuas francesas do Rio de Janeiro/tradução de Francis Wuillaume. Paris, Les Éditions de l'Amateur - ASPM - FBM, 2000. p. 81).

Observação importante: 
O chafariz foi retirado no início de 2001, para dar lugar à construção subterrânea de um estacionamento. Fica agora a esperança de que o chafariz volte para o lugar onde estava que, de 1906 a 1976 era ocupado pelo antigo Senado, o Palácio Monroe, que foi demolido em 1976.

(outubro 2001)

''Segundo Carlos Sarthou a Fonte Monumental foi adquirida em 1878 na Exposição de Viena pelo Governo Imperial. Segundo Magalhães Correia, foi executada em ferro fundido na Val d'Osne em Paris. Em 1928, foi acrescida de 4 conjuntos de mármore indentificados como cópias do canteiro da ''BASSIN DU MIDI'' de Girardon, dos jardins de Versalhes.'' (Valladares, Clarival do Prado. RIO: NEOCLÁSSICO. Rio de Janeiro, Bloch Editores, 1978. 449p. v. II, ilustrações 853-6


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