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IGREJA MATRIZ DE SÃO DOMINGOS - Torres - RS
Referências Bibliográficas: MANGANELLI, Ernani Raupp.
HISTÓRIA GENEALÓGICA DA FAMÍLIA RAUPP:
PEREIRA, Marco Antônio Velho.
PARÓQUIA SE SÃO DOMINGOS TORRES/RS:
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QUEM
FOI O FUNDADOR DE
TORRES ? Apesar das divergências quanto aos primeiros povoadores de Torres, é sabido que antes do Descobrimento do Brasil em 1500, apenas índios habitavam os sítios das Torres: os Guaianás da tribo Tapuia ou Jê, os Cariós da tribo Guarani e os Tupis das tribos Carijó e Arachãs. Em 1776, os portugueses construíram o Forte São Diogo no Morro do Farol, para impedir as invasões dos espanhóis que já tinham invadido a Ilha de Santa Catarina (Florianópolis). A coroa portuguesa tentava retomar as terras gaúchas (abaixo de Laguna, SC), pertencentes à Espanha pelo Tratado de Tordesilhas em 1495. Mas a empreitada cedeu ao Tratado de São Idelfonso em 1777, quando Portugal abriu mão de Colônia de Sacramento (hoje no Uruguai) para ficar com as Missões no oeste do Estado. Em função do forte, colonos açorianos católicos (vindos de Santa Catarina) foram se fixando desordenadamente na zona rural do litoral norte gaúcho.Torres ainda não era um núcleo urbano e não tinha capela. As moradias eram esparsas O forte continuava lá, pois o receio das invasões, persistiu até 1820 aproximadamente. Dom Diogo de Souza foi o governador e capitão-geral da capitania-geral de Rio Grande de São Pedro do Sul e sua administração durou de 1809 a 1812. Tinha a missão principal de garantir a integridade dos territórios portugueses no extremo sul. Para tanto, levantou um forte militar em Torres, para onde foi designado em 1809 o Sargento MANOEL FERREIRA PORTO, mais tarde promovido a Alferes, nomeado para Guarda de Registro, com a tarefa de Primeiramente, o Alferes fixou-se no Morro da Itapeva. Mas em 1814, transferiu o Posto do Pedágio (passagem dos rios Araranguá e Mampituba, para o Morro do Farol e lá fixou sua moradia, a primeira moradia de Torres. O local era um posto militar que servia para controlar as carretas que atravessavam o Rio Mampituba, impedir o contrabando e proteger as terras da coroa portuguesa no extremo sul do Brasil. (Ferreira Porto nasceu em Saquarema no Rio de Janeiro e iniciou a carreira militar aos 17 anos, em 1779. Foi lotado em Santa Maria da Boca do Monte e casou-se em Rio Pardo. E daí, seguiu para Torres onde foi chefiar a Guarda de Registro). Em 1815, o bispo Dom José Caetano
da Silva Coutinho, do Rio de Janeiro, fazia por aqui sua visita
pastoral e diante da boa quantidade de famílias
açorianas já existentes e espalhadas na zona rural (povoamento iniciado a menos de 40 anos
), autorizou a construção
de uma capela nos sítios das Torres, para atender toda esta
gente e poupá-la das intermináveis viagens de carreta até a
distante paróquia Nossa Senhora da Conceição do Arroio, em
Osório há quase 200 anos
atrás. Atendendo o pedido do Bispo Dom
Caetano, o Governador da Província, Marquês do Alegrete, doou em
novembro de 1815 a sesmaria de meia légua em quadra, ao Alferes, com a condição de ele construir uma capela para a
população esparsa já existente e formar um povoado. Em 1819 foi
iniciada a edificação da igreja e em 1824, foi finalizada.
Nascia o "arraial" em volta da capela São Domingos. A sesmaria
abrangia o terreno onde hoje existe a Igreja Matriz de São
Domingos, na subida do Morro do Farol. Lotes em torno da capela,
foram distribuídos, para quem quisesse construir suas moradias
e o foro anual serviu para sustentar a igreja e o culto.
Assim, as novas casas começaram a aparecer na paisagem.
Iniciava-se, finalmente, o núcleo urbano torrense. Quando o
naturalista e botânico francês Auguste Saint-Hilaire (1779-1853)
esteve em Torres em 1820, testemunhou o início da construção da
igreja e das casinhas que começaram a aparecer em torno
dela, pois foi numa dessas que ele se hospedou (Saint-Hilaire, conhecia profundamente a literatura científica
e percorreu
livremente o Brasil de 1816 a 1822, acompanhando o Duque de Luxemburgo em sua missão
extraordinária). exposição de fotos de janeiro de 2010 sobre a |